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segunda-feira, 3 de julho de 2017

PF autua duas empresas clandestinas de segurança

Do G1/PE

A Polícia Federal em Pernambuco divulgou, hoje, o balanço da “Operação Segurança Legal”. O objetivo da ação, realizada na sexta-feira (30), é combater o serviço irregular prestado por empresas clandestinas de segurança privada em todo o país. No Grande Recife, duas companhias foram autuadas. Uma teve as atividades encerradas pelos agentes da PF e a outra funcionará com alvará provisório até cumprir as exigências feitas pela corporação.
Uma das empresas, segundo a PF, faz a segurança privada em um shopping em Paulista. A polícia informou que ela entrou em contato com a corporação para resolver as pendências e vai manter as atividades. A que foi fechada atuava em um hotel e em um mercado de gêneros alimentícios em Boa Viagem, na Zona Sul da capital.
De acordo com nota enviada pela PF em Pernambuco, as empresas fiscalizadas foram orientadas a entrar com requerimento de autorização de funcionamento. A ação foi coordenada pela Divisão de Controle e Fiscalização de Segurança Privada, órgão da Coordenação-Geral de Controle de Segurança Privada.
A PF informa que todas as empresas que desejarem prestar serviço de segurança privada, seja armada ou desarmada, precisam de autorização da Polícia Federal. Devem cumprir os requisitos previstos na legislação.
Depois de receber a solicitação, a PF realiza uma vistoria na sede da empresa. Caso sejam cumpridas as exigências, a corporação expede o alvará de autorização de funcionamento, que será renovado, anualmente, com nova inspeção na empresa.
Nacional
Em todo o Brasil, cerca de 500 Policiais federais realizaram fiscalizações para combater empresas atividades clandestinas de segurança privada. A operação visa encerrar definitivamente as atividades de empresas que executam segurança privada sem a devida autorização. Os policiais pretendem alcançaram pelo menos 10% das empresas em atividade de segurança no País.
No Brasil, existem mais de 2.500 mil empresas de segurança privada legalizadas. A corporação estima que o número de companhias clandestinas que atuam no setor seja quase o dobro desse número.
Estima-se que o serviço clandestino de segurança privada movimente por ano R$ 60 bilhões. Assas empresas, conforme a PF, não recolhem tributos nem cumprem direitos trabalhistas previstos em lei.
Fonte :Do G1/PE

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Léo Pinheiro afirma que Lula o orientou a dar sumiço em documentos

"Se tiver destrua!", foi a ordem de Lula
Foto: reprodução
Estadão Conteúdo

O empresário Léo Pinheiro, da OAS, fez um relato devastador nesta quinta-feira (20) sobre o apartamento triplex do Guarujá e que pode complicar a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu da Lava Jato. Segundo Léo Pinheiro, o petista o teria orientado a destruir provas de pagamentos via caixa dois ao PT no exterior. "Se tiver destrua!", foi a ordem de Lula, segundo o empresário.
"Eu tive um encontro com o presidente em junho (de 2014), bom isso tenho anotado na minha agenda", disse Léo Pinheiro. "São vários encontros onde o presidente, textualmente, me fez a seguinte pergunta. 'Léo', até notei que ele tava um pouquinho irritado, 'Léo, você fez algum pagamento ao João Vaccari no exterior?' Eu disse: 'não presidente, eu nunca fiz pagamento dessas contas que temos com Vaccari no exterior'."



Lula insistiu, ainda de acordo com as revelações do empreiteiro. "Como é que você está procedendo os pagamentos para o PT através do João Vaccari?"
"Estou fazendo os pagamentos através de orientação do Vaccari, de caixa dois, de doações diversas que fizemos a diretórios."
E Lula, então, deu a ordem, segundo o empreiteiro. "Você tem algum registro de encontro de contas, de alguma coisa feita com Vaccari com você? Se tiver destrua."


"Acho que quanto a isso não tem dúvida", afirmou Léo Pinheiro.

Defesa

Em nota, Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, afirmou:
"Léo Pinheiro no lugar de se defender em seu interrogatório, hoje, na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, contou uma versão acordada com o MPF como pressuposto para aceitação de uma delação premiada que poderá tirá-lo da prisão. Ele foi claramente incumbido de criar uma narrativa que sustentasse ser Lula o proprietário do chamado triplex do Guarujá. É a palavra dele contra o depoimento de 73 testemunhas, inclusive funcionários da OAS, negando ser Lula o dono do imóvel.
A versão fabricada de Pinheiro foi a ponto de criar um diálogo - não presenciado por ninguém - no qual Lula teria dado a fantasiosa e absurda orientação de destruição de provas sobre contribuições de campanha, tema que o próprio depoente reconheceu não ser objeto das conversas que mantinha com o ex-Presidente. É uma tese esdrúxula que já foi veiculada até em um e-mail falso encaminhado ao Instituto Lula que, a despeito de ter sido apresentada ao Juízo, não mereceu nenhuma providência.
A afirmação de que o triplex do Guarujá pertenceria a Lula é também incompatível com documentos da empresa, alguns deles assinados por Léo Pinheiro. Em 3/11/2009, houve emissão de debêntures pela OAS, dando em garantia o empreendimento Solaris, incluindo a fração ideal da unidade 164A. Outras operações financeiras foram realizadas dando em garantia essa mesma unidade. Em 2013, o próprio Léo Pinheiro assinou documento para essa finalidade. O que disse o depoente é incompatível com relatórios feitos por diversas empresas de auditoria e com documentos anexados ao processo de recuperação judicial da OAS, que indicam o apartamento como ativo da empresa.
Léo Pinheiro negou ter entregue as chaves do apartamento a Lula ou aos seus familiares. Também reconheceu que o imóvel jamais foi usado pelo ex-Presidente.
Perguntado sobre diversos aspectos dos 3 contratos que foram firmados entre a OAS e a Petrobras e que teriam relação com a suposta entrega do apartamento a Lula, Pinheiro não soube responder. Deixou claro estar ali narrando uma história pré-definida com o MPF e incompatível com a verdade dos fatos."

Fonte : JC.